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Auxílio-doença: como pedir afastamento pelo INSS em 2026

Acabou a Repericia! Nova Lei Libera Aposentados Por Incapacidade Permanente

Se você é aposentado por incapacidade permanente e vive com medo da carta do INSS te convocando para mais uma perícia, respire aliviado. A Lei 14.441/2022 mudou as regras do jogo: agora, quem tem mais de 60 anos ou mais de 15 anos de benefício não pode mais ser convocado para reavaliação.

15 min de leitura
TL
Torres & Loiola Advogados

Se você é aposentado por incapacidade permanente e vive com medo da carta do INSS te convocando para mais uma perícia, respire aliviado.

A Lei 14.441, de 2 de setembro de 2022, mudou as regras do jogo. Agora, quem tem mais de 60 anos ou mais de 15 anos de benefício não pode mais ser convocado para reavaliação periódica pelo INSS.

E tem mais: quem tem mais de 55 anos e mais de 10 anos de benefício também está protegido.

Isso significa que milhões de aposentados por invalidez no Brasil não precisam mais viver sob a ameaça da repericia. E se você foi convocado indevidamente, pode questionar essa convocação.

Este artigo da Torres & Loiola Advogados explica tudo sobre a nova lei — quem está protegido, quais são as exceções, e o que fazer se o INSS insistir em te convocar.


O Que Era a Repericia e Por Que Ela Assustava Tanto?

A repericia (ou reavaliação pericial) era o procedimento pelo qual o INSS convocava aposentados por incapacidade permanente para uma nova perícia médica, com o objetivo de verificar se a incapacidade persistia.

O problema prático

Na teoria, a repericia fazia sentido: verificar se o segurado realmente continuava incapaz. Na prática, era uma fonte de terror para milhões de brasileiros:

  • Aposentados com doenças irreversíveis (amputações, cegueira, doenças degenerativas) eram convocados repetidamente;
  • Idosos com mais de 70, 80 anos recebiam cartas de convocação;
  • Pessoas com décadas de benefício viviam na insegurança de perder a renda;
  • Muitos não conseguiam comparecer por limitações físicas e tinham o benefício suspenso;
  • Perícias superficiais frequentemente resultavam em cessação indevida do benefício.
Segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU), o programa de revisão de benefícios por incapacidade (conhecido como "pente-fino") revisou mais de 1,7 milhão de benefícios entre 2016 e 2019. Milhares foram cortados — e muitos indevidamente.

A Lei 14.441/2022 veio para acabar com esse absurdo.


O Que Diz a Lei 14.441/2022 — Texto Integral dos Artigos Principais

A Lei 14.441/2022 alterou a Lei 8.213/91 (Lei de Benefícios da Previdência Social), incluindo o art. 43, § 5º e § 6º, e alterando o art. 101.

Art. 101 da Lei 8.213/91 — Nova Redação

O artigo 101 é o coração da mudança. Veja o texto legal:

"Art. 101. O segurado em gozo de auxílio-doença, auxílio-acidente ou aposentadoria por invalidez e o pensionista inválido estão obrigados, sob pena de suspensão do benefício, a submeter-se a exame médico a cargo da Previdência Social, processo de reabilitação profissional por ela prescrito e custeado e tratamento dispensado gratuitamente, exceto o cirúrgico e a transfusão de sangue, que são facultativos."

"§ 1º O aposentado por invalidez e o pensionista inválido que não tenham retornado à atividade estarão isentos do exame de que trata o caput deste artigo: I - após completarem 60 (sessenta) anos de idade; II - após 15 (quinze) anos da data da concessão da aposentadoria por invalidez ou do auxílio-doença que a precedeu." (Incluído pela Lei 14.441/2022)

"§ 2º A isenção de que trata o § 1º não se aplica quando o exame médico tiver por finalidade verificar a necessidade de assistência permanente de outra pessoa para a concessão do acréscimo de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o valor do benefício, conforme dispõe o art. 45." (Incluído pela Lei 14.441/2022)

Art. 43, § 5º da Lei 8.213/91 — Regra dos 55 + 10

Além do art. 101, a lei também incluiu o § 5º no art. 43:

"§ 5º O segurado aposentado por invalidez que contar com mais de 55 (cinquenta e cinco) anos de idade e que estiver em gozo do benefício há mais de 10 (dez) anos estará isento do exame pericial periódico a que se refere o art. 101." (Incluído pela Lei 14.441/2022)

Resumo das regras de isenção

SituaçãoIsento de repericia?Base legal
60 anos ou mais (qualquer tempo de benefício)SimArt. 101, § 1º, I
15 anos ou mais de benefício (qualquer idade)SimArt. 101, § 1º, II
55 anos + 10 anos de benefícioSimArt. 43, § 5º
Menos de 55 anos e menos de 10 anos de benefícioNão (regra geral continua)Art. 101, caput

Quem Está Protegido? Análise Detalhada de Cada Hipótese

Hipótese 1: Aposentado com 60 anos ou mais

Se você tem 60 anos ou mais, independentemente de há quanto tempo recebe o benefício, o INSS não pode mais te convocar para repericia.

Exemplo: Maria, 63 anos, aposentada por invalidez há 5 anos por conta de artrose severa nos joelhos. Mesmo com "apenas" 5 anos de benefício, ela está isenta da repericia porque já completou 60 anos.

Hipótese 2: Aposentado com 15 anos ou mais de benefício

Se você recebe aposentadoria por invalidez há 15 anos ou mais, independentemente da sua idade, está isento.

Exemplo: João, 52 anos, aposentado por invalidez desde 2009 (há 17 anos) por conta de acidente de trabalho que resultou em paraplegia. Mesmo sendo relativamente jovem, ele está isento porque já tem mais de 15 anos de benefício.

Hipótese 3: Aposentado com 55 anos + 10 anos de benefício

Se você tem 55 anos ou mais e recebe o benefício há mais de 10 anos, está isento.

Exemplo: Carlos, 57 anos, aposentado por invalidez desde 2014 (há 12 anos) por conta de cardiopatia grave. Ele tem 55+ anos e 10+ anos de benefício, então está isento.

Quem NÃO está protegido?

A isenção não se aplica a:

  • Segurados com menos de 55 anos e menos de 10 anos de benefício;
  • Segurados com 55-59 anos e menos de 10 anos de benefício;
  • Beneficiários de auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença) — que, por natureza, já é temporário.

A Exceção Importante: Acréscimo de 25% (Grande Invalidez)

A lei trouxe uma exceção que precisa ser bem compreendida.

Mesmo que você esteja isento da repericia, o INSS pode convocar você para uma perícia se o objetivo for avaliar a necessidade de assistência permanente de outra pessoa — ou seja, para fins de concessão do acréscimo de 25% previsto no art. 45 da Lei 8.213/91.

Conforme o art. 101, § 2º, da Lei 8.213/91 (incluído pela Lei 14.441/2022):

"A isenção de que trata o § 1º não se aplica quando o exame médico tiver por finalidade verificar a necessidade de assistência permanente de outra pessoa para a concessão do acréscimo de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o valor do benefício, conforme dispõe o art. 45."

Na prática: essa exceção é a favor do segurado, não contra ele. Ela permite que o INSS avalie se o aposentado precisa do adicional de 25% — o que seria uma melhoria do benefício, não uma ameaça de corte.


O Que Aconteceu Com o "Pente-Fino" do INSS?

O chamado "pente-fino" era o programa de revisão massiva de benefícios por incapacidade, instituído pela Lei 13.457/2017 (conversão da MP 767/2017). O objetivo declarado era combater fraudes, mas na prática afetou milhões de aposentados legítimos.

Números do pente-fino

DadoNúmero
Benefícios revisados (2016-2019)Mais de 1,7 milhão
Benefícios cessadosAproximadamente 261 mil
Benefícios mantidosMaioria (mais de 80%)
Benefícios reativados judicialmenteDezenas de milhares

A Lei 14.441/2022 acabou com o pente-fino?

Parcialmente. A lei não extinguiu o poder do INSS de revisar benefícios. O que ela fez foi criar limites claros: se você se enquadra nas hipóteses de isenção (60+ anos, 15+ anos de benefício, ou 55+ anos com 10+ de benefício), o INSS não pode mais te convocar.

Para os demais segurados, a repericia continua existindo, mas agora com regras mais claras.


O INSS Me Convocou Mesmo Assim — O Que Fazer?

Se você se enquadra nas hipóteses de isenção e mesmo assim recebeu carta de convocação do INSS, saiba que essa convocação é ilegal.

Passo 1: Verifique se você está realmente isento

Confirme que você atende a pelo menos uma das três hipóteses:

  • 60 anos ou mais;
  • 15 anos ou mais de benefício;
  • 55 anos + 10 anos de benefício.

Passo 2: Não ignore a convocação

Mesmo sendo ilegal, não ignore a carta. Se você simplesmente não comparecer sem nenhuma providência, o INSS pode suspender seu benefício. A burocracia nem sempre funciona como deveria.

Passo 3: Procure um advogado

Um advogado previdenciário pode:

  • Peticionar ao INSS demonstrando que a convocação é ilegal com base na Lei 14.441/2022;
  • Impetrar mandado de segurança para impedir a repericia e garantir a manutenção do benefício;
  • Caso o benefício já tenha sido suspenso, pedir tutela de urgência para restabelecimento imediato.

Passo 4: Documentação

Tenha em mãos:

  • Carta de concessão do benefício (com data de início);
  • Documento de identidade (para comprovar idade);
  • Extrato do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais);
  • Carta de convocação recebida.
A Torres & Loiola Advogados orienta: não entre em pânico. A lei está do seu lado. Mas é fundamental agir rápido para evitar a suspensão do benefício.

Impacto da Lei 14.441/2022 — Quantas Pessoas Foram Beneficiadas?

Segundo dados do INSS e do Ministério da Previdência Social, em 2024 havia aproximadamente:

CategoriaNúmero estimado de beneficiários
Aposentados por invalidez com 60+ anosCerca de 1,8 milhão
Aposentados por invalidez com 15+ anos de benefícioCerca de 1,2 milhão
Aposentados com 55+ anos e 10+ de benefícioCerca de 800 mil
Total protegido pela lei (estimativa com sobreposições)Mais de 2,5 milhões
Ou seja, mais de 2,5 milhões de brasileiros ganharam a segurança jurídica de saber que não serão mais convocados para repericia.

A Lei Se Aplica a Pensionistas Também?

Sim. O texto do art. 101, § 1º menciona expressamente o "pensionista inválido". Isso significa que dependentes que recebem pensão por morte na condição de inválidos também estão protegidos pelas mesmas regras:

  • 60+ anos → isento;
  • 15+ anos de benefício → isento;
  • 55+ anos com 10+ de benefício → isento.

A Lei 14.441/2022 e a Reforma da Previdência — Como Se Relacionam?

A Reforma da Previdência (EC 103/2019) trouxe mudanças significativas na aposentadoria por incapacidade permanente, especialmente no cálculo do valor do benefício. Mas não tratou da questão da repericia.

A Lei 14.441/2022 veio complementar a Reforma, estabelecendo limites que a EC 103/2019 não previu. As duas normas convivem perfeitamente:

  • EC 103/2019: define como se calcula o valor da aposentadoria por incapacidade;
  • Lei 14.441/2022: define quem está isento de repericia.
Não há conflito entre as normas.

Histórico Legislativo — Por Que a Lei Demorou Tanto?

A discussão sobre o fim da repericia para idosos e segurados de longa data não é nova. Veja a linha do tempo:

AnoEvento
2011Primeiros projetos de lei para isentar idosos da repericia
2016-2019Pente-fino do INSS gera revolta e pressão social
2019Reforma da Previdência não trata do tema
2020Pandemia suspende temporariamente as pericias
2021Projeto de Lei aprovado na Câmara
2022Lei 14.441 sancionada em 02/09/2022
2022-presenteINSS começa a aplicar as novas regras (com atrasos)
A lei é resultado de mais de uma década de luta de associações de aposentados, defensores públicos e advogados previdenciários.

Doenças Que Geram Aposentadoria por Incapacidade Permanente — Lista Atualizada

A aposentadoria por incapacidade permanente pode ser concedida para qualquer doença que cause incapacidade total e permanente para o trabalho. Mas algumas doenças dispensam carência (art. 26, II, e art. 151 da Lei 8.213/91):

DoençaCIDDispensa carência?
Tuberculose ativaA15-A19Sim
HanseníaseA30Sim
Alienação mentalF00-F99Sim
Neoplasia maligna (câncer)C00-C97Sim
CegueiraH54Sim
Paralisia irreversível e incapacitanteG80-G83Sim
Cardiopatia graveI00-I52Sim
Doença de ParkinsonG20Sim
Espondiloartrose anquilosanteM45Sim
Nefropatia graveN18-N19Sim
Hepatopatia graveK70-K77Sim
Estado avançado de Doença de PagetM88Sim
AIDSB20-B24Sim
Contaminação por radiaçãoT66Sim
Esclerose múltiplaG35Sim
Se você tem alguma dessas condições e está aposentado por invalidez, a Lei 14.441/2022 garante sua tranquilidade quando atingir os critérios de isenção.

O Acréscimo de 25% — Entenda Melhor

Como mencionado, a única "perícia" que pode ser feita mesmo para quem está isento é a avaliação do acréscimo de 25% (art. 45 da Lei 8.213/91).

Esse acréscimo é devido quando o aposentado por invalidez necessita de assistência permanente de outra pessoa para atos básicos da vida diária (alimentar-se, vestir-se, locomover-se, higiene pessoal).

Quem pode solicitar o acréscimo de 25%?

  • Aposentados por incapacidade permanente que precisem de acompanhante;
  • Não há limite de idade;
  • O valor é de 25% sobre o valor integral da aposentadoria;
  • Pode ultrapassar o teto do INSS (o acréscimo não está limitado ao teto).
Importante: o STJ, no Tema Repetitivo 982, já decidiu que o acréscimo de 25% pode ser estendido a outras espécies de aposentadoria (não apenas invalidez), desde que comprovada a necessidade de assistência permanente. Porém, essa tese ainda enfrenta resistência em alguns tribunais.

Perguntas Frequentes

A Lei 14.441/2022 acabou completamente com a repericia do INSS?

Não completamente. A lei isentou da repericia os aposentados com 60+ anos, com 15+ anos de benefício, ou com 55+ anos e 10+ de benefício. Para os demais segurados que não atingem esses critérios, a repericia continua existindo conforme o art. 101 da Lei 8.213/91. O que a lei fez foi criar limites claros para proteger idosos e segurados de longa data.

Tenho 58 anos e recebo aposentadoria por invalidez há 8 anos. Estou isento?

Não ainda. Você não atinge nenhuma das três hipóteses de isenção: não tem 60+ anos, não tem 15+ anos de benefício, e não tem 55+ anos com 10+ de benefício (você tem 55+ mas apenas 8 anos de benefício). Quando completar 60 anos ou 10 anos de benefício (o que vier primeiro), passará a estar isento.

Quem recebe auxílio-doença (auxílio por incapacidade temporária) também está isento?

Não. A isenção da Lei 14.441/2022 se aplica apenas à aposentadoria por invalidez (aposentadoria por incapacidade permanente) e ao pensionista inválido. O auxílio-doença, por ser temporário por natureza, continua sujeito a reavaliações periódicas.

Se eu não comparecer à repericia, o INSS pode cortar meu benefício?

Depende. Se você está isento pela Lei 14.441/2022, a convocação é ilegal e seu benefício não pode ser cortado. Mas recomendamos não ignorar a carta — procure um advogado para comunicar formalmente ao INSS que a convocação é indevida. Se você NÃO está isento e não comparece, o INSS pode sim suspender o benefício.

A lei vale para quem já era aposentado antes de 2022?

Sim. A Lei 14.441/2022 tem aplicação imediata a todos os aposentados por invalidez que atendam aos critérios, independentemente de quando o benefício foi concedido. Se você foi aposentado em 2005 e hoje tem 60+ anos ou 15+ anos de benefício, está protegido.

O INSS pode cortar minha aposentadoria por invalidez por outro motivo que não a repericia?

Sim. A isenção de repericia não significa que o benefício é intocável. O INSS pode cessar a aposentadoria por invalidez se descobrir fraude na concessão, se o segurado retornar voluntariamente ao trabalho, ou por determinação judicial. O que a lei impede é a convocação para reavaliação periódica da incapacidade.

O acréscimo de 25% pode ser pedido mesmo estando isento da repericia?

Sim. A isenção de repericia não impede que você solicite o acréscimo de 25% (grande invalidez). Na verdade, a Lei 14.441/2022 expressamente ressalva que a perícia para avaliar a necessidade de assistência permanente pode ser feita mesmo em quem está isento (art. 101, § 2º). Isso é a seu favor, não contra.

Meu benefício foi cortado no pente-fino antes da Lei 14.441/2022. Posso pedir de volta?

Depende do caso. Se o benefício foi cessado de forma indevida, é possível ajuizar ação judicial para restabelecimento com pagamento de valores retroativos. A Lei 14.441/2022 em si não tem efeito retroativo para reverter cessações passadas, mas a ilegalidade da cessação pode ser questionada com base em outros fundamentos. Consulte um advogado previdenciário.


A Torres & Loiola Advogados e a Defesa dos Aposentados por Invalidez

O escritório Torres & Loiola Advogados acompanhou de perto toda a tramitação da Lei 14.441/2022 e atua diariamente na defesa de aposentados por incapacidade permanente.

Nossa experiência mostra que, mesmo após a lei, o INSS continua convocando aposentados que deveriam estar isentos. Em muitos casos, isso ocorre por:

  • Falha no sistema informatizado do INSS;
  • Desconhecimento dos servidores sobre a nova lei;
  • Convocações automáticas geradas antes da atualização dos sistemas.
Se você recebeu uma convocação indevida — ou tem medo de receber — não espere o problema chegar. Procure orientação jurídica.

Atuamos em todo o processo:

  • Verificação de enquadramento nas hipóteses de isenção;
  • Comunicação formal ao INSS sobre a ilegalidade da convocação;
  • Mandado de segurança para garantir a manutenção do benefício;
  • Restabelecimento de benefícios indevidamente cessados;
  • Pedido de acréscimo de 25% para quem necessita de acompanhante permanente.

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Escrito por

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